E-book ainda é desconhecido no Brasil e não ameaça por enquanto o livro tradicional, diz pesquisa
Fonte: PublishNews   
Sex, 20 de Agosto de 2010 / 07:28

Sondagem realizada pela GfK analisou o conhecimento e a intenção de compra da população em relação ao livro digital

Um dos temas da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o livro digital ainda é desconhecido por grande parte da população brasileira.

A constatação é resultado de uma pesquisa realizada pela GfK. De acordo com a sondagem, 67% dos entrevistados não conhecem o e-book. Já a intenção de compra da ferramenta de leitura eletrônica é grande. Mais da metade dos entrevistados que conhecem o e-book, 56%, pretende adquiri-lo se o preço for acessível. E a maior parte dos participantes da pesquisa, 71%, não acredita que sua chegada ao mercado seja uma ameaça ao livro tradicional.

O estudo, realizado em maio deste ano com mil pessoas a partir dos 18 anos, em 12 regiões metropolitanas, revela que os consultados das classes C e D (76%), os habitantes do nordeste do País (74%), as mulheres (72%) e os com idades entre os 45 e 55 anos (72%) são os que mais ignoram a existência do e-book.

Sempre mais familiarizados com tecnologia, os jovens, entre 18 e 24 anos, são maioria em grau de conhecimento, com 36% das citações. Também afirmam conhecer ou ter ouvido falar do livro digital os entrevistados das regiões Norte e Centro-Oeste, 41%.

A crença na sobrevivência do livro impresso é maior para aqueles dos 25 aos 34 anos, com 81%. Os consultados da região Sul também confiam na permanência do formato tradicional de leitura, 78%, assim como os das classes A e B, 74%.

Entre os que preveem o fim do livro tradicional são maioria os entrevistados com mais de 56 anos (40%) e com idades entre os 45 e 55 (30%).

A intenção de compra do livro eletrônico é praticamente igual entre homens e mulheres, com 56% e 55% respectivamente, e é grande também para os entrevistados entre 25 e 34 anos, 67%.

A região Nordeste é a mais receptiva à compra do e-book (70%), diferente da região Sul, que aparece na pesquisa como a menos propensa à aquisição da ferramenta de leitura eletrônica (61%). Já a análise socioeconômica mostra que as classes C e D têm intenção de compra superior a das classes A e B, com 58% contra 54%.

A ferramenta é desejo distante para aqueles com mais de 56 anos, 68%, e com idades entre os 45 e 55 anos, 51%.

Fonte: PublishNews
 
           

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